quarta-feira, 15 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Intimidades entrelaçadas : gestos, olhares e objetos na arte contemporânea em uma experiência singular
"Germinando"


"Feixes"


"Desfecho"


"Agulhas por um Fio"




Intimidades entrelaçadas : gestos, olhares e objetos na arte contemporânea em uma experiência singular
Os trabalhos da presente pesquisa desenvolvida na dissertação de Mestrado em Poéticas Visuais da UFRGS (2003), nascem do deslocamento de alguns objetos do cotidiano doméstico (agulhas de costura, botões, alfinetes, zíperes e pequenos potes) para o contexto da produção em artes visuais. Desta maneira, tais objetos se colocam potencializados para novas possibilidades de apresentação. Para isso, sacrifica-se a capacidade destes utilitários de realizar a função, às vezes invertendo e outras vezes anulando-a. O resultado é um conjunto no qual se estabelece uma relação de estranhamento resultante de acumulações e repetições de elementos, que inseridos no próprio tempo do trabalho criam questões que podem contribuir com o universo da arte contemporânea. Neste contexto, criou-se uma nova relação espacial que privilegia, as melhores condições de visualidade do fruidor. Não só é evidente a importância do objeto como algo expressivo em si na medida em que cada peça que vai sendo construída no decorrer do tempo, mas também o resgate de pequenos gestos, os quais envolvidos na construção das peças determinaram estruturas que a princípio estariam soltas no espaço. Mesmo lançando mão de recursos externos de sustentação, ficou marcada a grande fragilidade das montagens. Elas acabam por serem apenas encaixadas e depositadas sobre suas bases. Decorrentes deste estudo obteve-se os seguintes trabalhos: Agulhas por Um Fio, Feixes, Desfecho, Hórtebra, Germinando e o vídeo Permanência, cujas análises deram margem para que se pudesse discutir o objeto cotidiano na arte, pelo processo de repetição, além da consciência do tempo, estranhamento e a fragilidade. Estes processos pretendem evidenciar gestos simples e o olhar dedicado às coisas do cotidiano


"Feixes"


"Desfecho"


"Agulhas por um Fio"




Intimidades entrelaçadas : gestos, olhares e objetos na arte contemporânea em uma experiência singular
Os trabalhos da presente pesquisa desenvolvida na dissertação de Mestrado em Poéticas Visuais da UFRGS (2003), nascem do deslocamento de alguns objetos do cotidiano doméstico (agulhas de costura, botões, alfinetes, zíperes e pequenos potes) para o contexto da produção em artes visuais. Desta maneira, tais objetos se colocam potencializados para novas possibilidades de apresentação. Para isso, sacrifica-se a capacidade destes utilitários de realizar a função, às vezes invertendo e outras vezes anulando-a. O resultado é um conjunto no qual se estabelece uma relação de estranhamento resultante de acumulações e repetições de elementos, que inseridos no próprio tempo do trabalho criam questões que podem contribuir com o universo da arte contemporânea. Neste contexto, criou-se uma nova relação espacial que privilegia, as melhores condições de visualidade do fruidor. Não só é evidente a importância do objeto como algo expressivo em si na medida em que cada peça que vai sendo construída no decorrer do tempo, mas também o resgate de pequenos gestos, os quais envolvidos na construção das peças determinaram estruturas que a princípio estariam soltas no espaço. Mesmo lançando mão de recursos externos de sustentação, ficou marcada a grande fragilidade das montagens. Elas acabam por serem apenas encaixadas e depositadas sobre suas bases. Decorrentes deste estudo obteve-se os seguintes trabalhos: Agulhas por Um Fio, Feixes, Desfecho, Hórtebra, Germinando e o vídeo Permanência, cujas análises deram margem para que se pudesse discutir o objeto cotidiano na arte, pelo processo de repetição, além da consciência do tempo, estranhamento e a fragilidade. Estes processos pretendem evidenciar gestos simples e o olhar dedicado às coisas do cotidiano
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sábado, 6 de setembro de 2008
Relicários



Esta Exposição traz trabalhos que são resultados da minha pesquisa em poéticas visuais que trata da utilização de objetos cotidianos na arte. Percebe-se hoje que a arte não está mais a serviço da representação, mas sim da apresentação da realidade. A realidade apresentada neste grupo de trabalhos envolve o cotidiano doméstico, por vezes minucioso, discreto e sem importância.
O trabalho doméstico, de caráter repetitivo, passa despercebido aos olhos de quem não participa deles. Os objetos “maquínicos” que nos servem, só são notados quando nos faltam ou não funcionam direito, causando angústia e às vezes desespero. Tanto que não é mais possível viver sem os objetos, estes seres que são criados para nos servir. Contudo, esta população de coisas é cada vez mais sofisticada e então perdemos de vista alguns gestos tão importantes e minuciosos, que tem apelo delicado e sensível, como a costura e a atenção para pequenas coisas.
O olhar para as pequenas coisas, vai à contramão da realidade atual em que a atenção está voltada para novas mídias, TV, internet..., tudo é muito rápido e os olhos correm na esperança de captar pelo menos um fragmento da realidade em meio às imagens que nos são apresentadas diariamente em alta velocidade.
Para a elaboração destes trabalhos, busquei observar primeiramente, coisas pequenas que estivessem abandonadas em caixas e gavetas e então criar-lhes uma nova apresentação com a intenção de que pudessem ser vistas de maneira especial.
Trata-se da tentativa de resgatar estes pequenos objetos e gestos que em meio a tantas novidades, parecem estar esquecidos.
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